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Três tendências empresariais para 2022

O ano de 2022 já está muito perto de chegar. Em setembro, as empresas vislumbram essa oportunidade porque é o mês em que afinam os principais pontos dos seus planejamentos estratégicos, delineando metas de curto, médio e longo prazo.

É durante esse planejamento, que os negócios observam o que deu certo e o que deu errado de planos anteriores, construindo os caminhos para alcançar objetos postos no do passado e no presente. Por isso tudo, é um período fundamental para os negócios que querem continuar crescendo ou retomar a curva ascendente pós-pandemia.

Enquanto o ano que vem não chega, quais são as principais tendências empresariais para 2022?

Saber sobre elas é tão importante quanto, porque elas permitem entender as demandas atuais do mercado, assim como o que grandes conglomerados e organizações mundo afora têm feito para dar conta delas.

Para nós, da Funcional Consultoria, algumas dessas tendências são mandatórias: ESG é uma delas. Só no primeiro bimestre de 2021, por exemplo, o crescimento da captação líquida de fundos desse tipo no país foi de incríveis 787%, muito puxado pela alta do patrimônio líquido de ESG só em fevereiro: R$ 1,07 bilhão — o dobro do que foi no mesmo mês de 2020. Sem contar que, das 39 empresas brasileiras no ranking Best For The World de 2021, todas elas já trabalham com ESG.

Mas quais são as outras tendências de negócios deste ano que valem estar incluídas, de alguma forma, no planejamento estratégico de 2022? A seguir, nós listamos três delas.

1) O crescimento do ESG

É cada vez mais claro o modo como as empresas estão assumindo metas sustentáveis e sociais ambiciosas para os próximos anos e para cumprir com elas muitas organizações estão remodelando seus modelos de negócios e suas estruturas em torno dos princípios ESG. Isso vai desde os produtos e serviços ofertados até os salários dos altos executivos, cada vez mais ligados a performances do conceito.

A Apple, por exemplo, anunciou este ano que suas remunerações estão alinhadas à entrega de KPIs de ESG, e gigantes como o McDonald's e a Nike seguiram a mesma tendência.

Recentemente, um estudo publicado nos Estados Unidos pela KPMG mostrou que fazer uma relação entre desempenho de métricas e a forma como os negócios são feitos é o modo mais rápido de conseguir colocar o conceito em prática.

No Brasil, o grande incentivo, por enquanto, veio do principal banco de desenvolvimento da América do Sul, o BNDES, que anunciou linhas de crédito para empresas que adotarem práticas responsáveis nas áreas ambiental, social e de governança. O orçamento é de R$ 1 bilhão, com empréstimos de até R$ 150 milhões por grupo econômico, que ainda terão juros reduzidos nos financiamentos. Não é preciso ter nenhum projeto de investimento para entrar no programa, mas, por enquanto, o foco está sobre negócios do segmento de madeira voltada para reflorestamento, fabricantes de equipamentos para a cadeia de energia renovável e de eficiência energética, mineração e siderurgia.

2) A valorização do colaborador

Em 2021, muito se falou sobre a ideia de "economia igual" (gig economy). Isso significa, de modo sucinto, o diagnóstico de que em grandes economias os empregos temporários e flexíveis são mais comuns do que se parece, com muitas pessoas trabalhando como autônomas ou freelancers.

Na esteira disso, muitos outros setores reagiram de modo contrário: valorizando ainda mais seus colaboradores, ampliando os canais de comunicação deles com as suas empresas, oferecendo benefícios e ainda investindo na carreira profissional deles.

Essa postura, é claro, tem efeitos muito mais positivos sobre as organizações — como é o caso da própria Funcional. Há alguns meses, nos fomos certificados com o selo Great Place to Work Brasil, uma das principais consultorias de avaliação empresarial do planeta e que legitima boas práticas em Gestão de Pessoas.

Utilizado desde o fim dos anos 1980 para elencar negócios a partir da percepção dos seus colaboradores,  o selo GPTW está sobre um grupo seleto de pouco mais de 150 empresas no Brasil atualmente.

A tendência, que já havia começado em anos anteriores, é que posturas como essa se multipliquem à medida que se tornem fatores determinantes de resultados. Empresas que apostam nos seus colaboradores têm mais chances de atrair talentos, de inovar, de atender bem as demandas do mercado e de expandir para outras áreas.

3) Transparência nas cadeias de fornecimento

Ainda dentro do escopo ESG, há uma demanda cada vez mais relevante do mercado por transparência — e, em específico, por relações transparentes dentro das cadeias produtivas. Os exemplos são variados: a Salesforce, gigante americana de tecnologia, anunciou há alguns meses que todos seus fornecedores tenham objetivos amparados em métricas ESG até 2024.

A varejista britânica Tesco, por sua vez, anunciou uma parceria com o banco espanhol Santander para oferecer taxas de financiamento mais atraentes a todas as empresas que fazem parte do seu abastecimento e que apresentarem metas sustentáveis e claras. É um caminho que passa, sem dúvida, pela governança corporativa — e que, no Brasil, se liga ainda à demanda sustentável.

Os dados, por sua vez, são claros: a consultoria Edelman publicou, em meados do ano passado, que seis em cada dez pessoas (65%) topam comprar produtos mais caros se eles estiverem alinhados, de forma clara, com práticas transparentes.

Um número expressivo de 41% dos entrevistados ainda admitiu que, durante a crise da covid-19, conseguiu convencer pessoas próximas a não adquirir produtos de empresas pouco confiáveis. Outra pesquisa, da consultoria francesa Havas, feita em junho, mostrou que apenas 34% das pessoas no mundo acreditam que as empresas com que se relacionam são, de fato, transparentes. São números expressivos e que evidenciam uma excelente notícia para empresas que estão atentas a tudo isso: a demanda do mercado é enorme e veio para ficar.

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