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“O que não te mata, te fortalece” - Nietzsche

Não faz sentido contratar pessoas inteligentes e bem formadas para que a palavra final seja do chefe. É importante adotar a cultura da argumentação.

Você sabia que 89% das empresas da Fortune 500 (maiores empresas do mundo) de 1955 não estavam mais na lista em 2014? Então pare e reflita: sua empresa estará “viva” daqui a dez anos?

As novas tecnologias trazem, diariamente, alguma inovação disruptiva. Mas, em geral, a cultura corporativa costuma não perceber os riscos ou benefícios produzidos em tais situações, em um exemplo clássico de “cegueira seletiva”.

A Kodak, fundada em 1888, dominava 90% das vendas de filmes e 85% de câmeras nos EUA em 1976, quando criou a primeira câmera digital. Porém, a cegueira causada pelo sucesso fez com que a empresa não apostasse na inovação.

Resultado: no início dos anos 2000, as vendas de filme começaram a despencar à medida que mais pessoas compravam câmeras digitais da Sony e outras empresas. Em 2012, a empresa teve sua falência decretada.
Mais recentemente, podemos ver os casos envolvendo aplicativos como Easy Taxi, Uber, Airbnb, Netflix, entre outros, que estão pondo gigantes internacionais de joelhos.

Atualmente, temos 2 bilhões de “devices” conectados à internet e, em 35 anos, esse número será de 1 trilhão. Um mundo de oportunidades a serem aproveitadas e sua empresa tem apenas duas opções: vacinar-se contra a cegueira seletiva ou ser engolida pelas novas companhias.

Como se proteger ?

I. Faça “maratonas” de desenvolvimento sobre seus produtos ou serviços, com toda sua equipe. Garanta a execução/implantação das melhores práticas encontradas durante esse trabalho, a fim de garantir a perenidade da empresa. Investimento em pesquisa e desenvolvimento costumam trazer grande retorno.

II. Democratize a opinião. Não faz sentido contratar pessoas inteligentes e bem formadas para que a palavra final seja do chefe. É importante adotar a cultura da argumentação; se o estagiário tem um ponto, permite que ele o explane – caso não concorde, prove a inviabilidade do ponto. Assim, incentivam-se os colaboradores a contribuir para a companhia e começa-se a construir o sentimento mais importante na vida de uma empresa: o “sentimento de dono”.

III. Vá para o chão de fábrica, para o balcão ou para o call center de tempos em tempos. É lá – e não na planilha de Excel – que você encontra as respostas para o próximo grande lançamento da empresa ou para a adaptação do produto que lhe fará ganhar market share.

 

Matheus Sobocinski | matheus@funcional.cnt.br