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Empresas socialmente responsáveis mudam o mundo – e fazem dinheiro com isso

A pauta ESG (Environmental, Social and Governance – em português, Sustentabilidade Social e Ambiental e Governança) não para de crescer. A demanda evoluiu fortemente desde que Black Rock, através do seu CEO Larry Fink, anunciou que não investiria mais em negócios que não tinham projetos sustentáveis. Para além de uma necessidade para companhias de capital aberto, existe um efeito cascata provocado pelas empresas que implementaram o escopo ESG e que, por sua vez, acabam se relacionando com fornecedores que também estejam priorizando agendas de transparência e de sustentabilidade social e ambiental.

Paralelo a isso, temos um movimento cada vez mais intenso de consumidores que estão de olho nas questões ambientais, sociais e de transparência. Eles deixam de se relacionar comercialmente com empresas que não estejam alinhadas aos seus valores. Por exemplo: uma marca de roupas que adquire tecidos de indústrias que exploram mão-de-obra infantil tem sua reputação manchada e, inevitavelmente, perde parte do seu público. Quem, afinal, ainda quer vestir a camisa que priva crianças da infância e da educação? Se é que ainda há quem não se importe, essa pessoa seguirá na contramão de uma sociedade cada vez mais consciente do papel e do impacto que cada um gera no mundo.

Na pandemia, ficou evidente que empresas que dirigem atenção e ação para problemas que dizem respeito ao meio ambiente, à governança e às questões sociais também são aquelas que entram no radar dos investidores. Além disso, essas empresas são mais atraentes para instituições financeiras, companhias maiores e também aos clientes.

A pergunta que vem à tona e, arrisco dizer, ainda dita o porquê do crescimento acelerado do ESG é: qual impacto que sua empresa gera no meio onde está inserida?

Questões como essa chamam para a responsabilidade de empresas e suas lideranças sobre a sustentação de um negócio consciente e próspero, que considere seus colaboradores, clientes, fornecedores, comunidade e meio ambiente.

"É um fato que elas estão sendo convocadas a impactar o mundo, adotando posturas positivas e se preocupando com performances para além do financeiro, mas também com fatores não financeiros", disse a consultora sênior da ideia Sustentável, Patrícia Rabello, em um webinar que organizamos sobre ESG.

O "S" de ESG diz respeito, por exemplo, a fatores relacionados ao tratamento que uma empresa dá às pessoas, sejam elas funcionários ou vizinhos, incluindo tanto a segurança quanto a saúde física e mental deles. Isso passa tanto por uma comunicação transparente e equilibrada até um ambiente de trabalho não tóxico, ou então de uma postura responsável com o entorno até meios de beneficiá-lo a partir das operações da empresa. Esse "S", quando é um pilar organizacional, maneja as políticas, as práticas, a ética, mas também as cadeias de fornecimento, a diversidade, a inclusão e os impactos coletivos de estratégias corporativas.

Essa demanda também envolve uma série de novos conceitos que, longe de serem distantes das empresas, fazem parte das decisões que elas precisam tomar todos os dias. Como lidar com eles? A seguir, abordamos alguns insights para seu negócio pensar o social a partir do ESG. Eles também podem ser acessados por meio do nosso webinar, disponível abaixo.

Empresas socialmente responsáveis atraem e retêm melhores talentos

Um dos principais desafios do mercado hoje é encontrar excelentes profissionais no mercado, pessoas engajadas, emocionalmente inteligentes e, principalmente, dotadas de hard skills. Outro desafio é mantê-las, já que a concorrência por esses perfis é grande. E uma maneira de superar — ou melhor, dizendo, de vencer — é ter uma abordagem social relevante dentro da empresa.

Pesquisas sugerem que as gerações mais novas, como os Millennials, se preocupam muito mais do que seus pais com os lugares onde trabalham. Uma pesquisa que acabou de sair do forno, feita pela Atlassian e pela PwC, mostrou que oito em cada dez (80%) funcionários de companhias nos EUA concordam que as empresas onde estão devem agir sobre problemas da sociedade. Em 2019, esse número era de 74%. Mais do que isso, 60% das pessoas nascidas entre 1981 e 1995 dizem que podem abandonar seus empregos se eles não forem condizentes com seus valores pessoais.

"Esse é um processo lento, gradual, mas que deve ser muito bem estruturado", afirmou Samuel Campos, head de Gestão Empresarial da Funcional Consultoria. "É por isso também que essa agenda deve ser puxada pelas lideranças, de forma a construir uma cultura que dure no tempo", completou.

Diversidade significa investimento socialmente responsável — e bons negócios

O conceito de investimento socialmente responsável (responsible investiments) não é novo, mas chegou ao ápice de suas possibilidades quando o ESG se tornou o mainstream dos negócios, a partir do ano passado. Hoje, ele é ouvido o tempo todo em reuniões de instituições que vão da ONU a grandes fundos privados mundiais. Ele significa, sucintamente, que uma empresa pode escolher alocar seu dinheiro ou planejar suas operações não apenas pelos resultados financeiros, mas também pelos impactos sociais que elas geram. Por outro lado, não quer dizer que esses objetivos econômicos são deixados de lado. Ao contrário, eles também são positivamente atingidos por essa transformação.

Um exemplo significativo é a diversidade. Pesquisas já mostram como negócios diversos são social e financeiramente melhores porque têm saltos na criatividade, na solução de problemas, nas perspectivas e nas habilidades, nas tomadas de decisão e no engajamento dos colabores. Tudo isso ganhando mais: segundo a McKinsey, por exemplo, companhias que possuem times diversos em relação a gênero têm 15% mais chance de ter melhores resultados financeiros do que aquelas que não são. Mais ainda: as empresas que são etnicamente diversas têm, em média, 35% mais chances de colher bons desempenhos do que aquelas que não têm equipes com diferenças étnicas.

Esses números se explicam entre outros fatores, pelo fato de que, segundo a McKinsey, empresas diversas ainda têm melhor reputação e taxas mais baixas de turnover. Com isso, os times ficam mais fortes, as operações ganham e as empresas atingem seus objetivos financeiros e sociais. "Esse é um ciclo que só tem pontos positivos", concordou Alexandre Mori, head de Expansão da Funcional no nosso webinar.

Empresas socialmente responsáveis têm mais clientes

Não é apenas com os funcionários ou com o entorno, mas também com os clientes. O ESG não cresceu em meio à pandemia apenas por uma novidade do mercado de consumo ou do universo financeiro, mas porque eles perceberam que, adotando essas posturas, teriam mais chances de vender seus produtos. É exatamente isso: a demanda dos consumidores será cada vez mais social.

Recentemente, o jornal britânico The Guardian publicou uma reportagem mostrando como, mesmo na crise da covid-19, as pessoas continuaram procurando por produtos eticamente responsáveis — e como essa busca só aumenta. Ficou famoso, há alguns anos, um estudo publicado na Forbes que mostrava como 88% dos consumidores americanos e britânicos gostariam que as marcas fossem mais socialmente preocupadas, e que estariam dispostos a ajudá-las.

São números que refletem os insights anteriores: se mais preocupadas com o social, as empresas atraem mais gente para suas narrativas — sejam funcionários, que ficam mais tempo nelas, parceiros, que melhoram a qualidade do produto/serviço ofertado, e clientes, que serão cada vez mais instigados a procurar por marcas que exercem esses papéis. Tudo isso, por fim, significa receitas maiores no borderô anual.

 

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