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Cinco ferramentas para construir o planejamento estratégico da sua empresa

A partir deste mês, muitas empresas estão trabalhando para elaborar o planejamento de 2022. É, como já falamos neste artigo, o período em que ações, táticas e caminhos são construídos mirando os objetivos de longo prazo – especificamente para o ano que vem. A ideia é que, ao final de setembro, esse planejamento esteja pronto para deliberação de todas as lideranças e os sócios, e que depois seja apresentado a todos os colaboradores. Negócios mais bem organizados estão totalmente prontos para 2022 em meados de outubro.

Um planejamento estratégico eficiente e assertivo é aquele que entrega um olhar macro para todas as áreas do ciclo empresarial, colocando-as todas em um contexto homogêneo de ações e de metas.

E por que fazer um planejamento – um processo que leva tempo e exige dedicação de muitas pessoas dentro de uma empresa? Porque, fundamentalmente, negócios planejados vencem. Em outras palavras, as companhias, de qualquer setor e tamanho, que sabem onde querem chegar e como fazer para atingir esse objetivo, têm muito mais chances de alcançá-lo do que aquelas que não se planejam.

Planejamento Estratégico: passo a passo

Como a empresa está hoje? Essa é a pergunta que dá início a qualquer planejamento estratégico – porque é por meio dela que todo mundo se debruça sobre os objetivos futuros, faz comparações, estimula metas, traça planos e cria metodologias e táticas para alcançá-las. É também a pergunta que faz tornar mais compreensível o que está funcionando e que, assim, deve ser mantido para o período seguinte.

Para responder essa pergunta e colocar em prática o planejamento estratégico, existem quatro etapas:

O Negócio: como dar significado para as atividades desenvolvidas pela empresa

Visão de futuro: é preciso criar a imagem futura do negócio com o objetivo de conquistar a satisfação dos clientes.

Missão: ter clareza da razão de ser da empresa, o motivo pelo qual ela existe.

Valores: quais os princípios que nortearam as ações e decisões da empresa.

De posse dessas informações, é possível estruturar o planejamento estratégico. Porém, ao olhar para todas elas e para as estratégias pensadas para o negócio há certo temor, principalmente pelo volume de decisões.

Tudo o que um empresário não quer é chegar a este ponto do planejamento e pensar que jogou fora tempo e dinheiro. Para isso existem ferramentas úteis para facilitar várias etapas do plano de análise do ambiente interno e externo à elaboração do plano de ação.

Ferramentas como a Matriz Swot ou quadro Canvas, por exemplo, permitem observar quais são as atividades que estão dando certo em uma empresa e quais, ao contrário, precisam ser ajustadas para que gerem resultados positivos.

Quais são as ferramentas para planejar uma empresa?

Há muitas formas de elaborar um planejamento. Algumas levam em conta mais as metas de curto prazo do que as mais longas, outras se baseiam em discussões amplas com todas as divisões da empresa, embora haja aquelas que prefiram debates só entre lideranças. No entanto, para construir um plano é fundamental que alguns meios sejam utilizados – isto é, instrumentos ou teorias que norteiam o trabalho tanto de compreensão do presente quanto de vislumbramento do futuro. Algumas das mais importantes hoje, usadas por muitos negócios, são as seguintes:

SWOT

A Matriz SWOT investiga fatores internos e externos por meio de quatro quadrantes básicos. Assim, o planejamento se ampara na percepção de cada um deles, entendendo o que funciona e o que precisa ser ajustado.

O primeiro quadrante é o de “forças”, pontos fortes, vantagens sobre a concorrência, soluções ou eficiências operacionais. O segundo é o oposto, de “fraquezas”, que aponta para vulnerabilidades, gaps e problemas com a marca. O terceiro quadrante observa “oportunidades de mercado”, como a abertura de uma nova linha de crédito ou o surgimento de um novo nicho ou demanda de consumo. Por fim, o último é o de “ameaças”, que analisa fatores externos cujos impacto negativos podem gerar uma crise maior.

Quadro Canvas

 Uma das ferramentas mais conhecidas entre as empresas, o quadro Canvas tem seu trunfo na sua facilidade visual: por meio dele, fica compreensível elaborar um planejamento a partir de funções e relações entre a empresa e o mercado em que ela atua. Não é à toa que é um meio muito usado por negócios que elaboram planos com todos os colaboradores – já que pode ser preenchido de forma coletiva. Ao final, o quadro cria um olhar macro da organização.

O preenchimento começa pelo meio, olhando para a “oferta de valor”, onde a empresa deve responder o que ela realmente agrega de valor em seus produtos e/ou serviços. Então, o quadro segue sendo elaborado a partir da direita, respondendo perguntas como: quem são os clientes principais que se atende ou se deseja atender? Como será feita a comunicação com eles? De que forma ele compra e recebe?

Há ainda quadrantes que devem ser preenchidos para que a empresa organize um raciocínio sobre seu próprio funcionamento, focando em suas atividades principais, os recursos necessários para que elas existam e os insumos terceirizados que compõem a operação.

Cinco Forças de Porter

Em 1979, o engenheiro americano Michael Porter escreveu um artigo na revista Harvard Business Review que logo se tornou uma teoria empresarial aplicada no mundo todo: as Cinco Forças de Porter. Ela virou um modelo que busca analisar os (cinco) elementos que determinam se uma empresa pode ou não ter sucesso dentro da área em que ela atua. Nós produzimos um artigo especificamente sobre ele no nosso blog (leia clicando aqui), mas as cinco forças seriam essas:

Rivalidade entre os concorrentes — analisa a disputa entre empresas do mesmo segmento, exigindo uma análise aprofundada e o monitoramento dos concorrentes diretos;

Poder de negociação dos fornecedores — investiga o impacto dos fornecedores em relação ao produto, analisado sob a perspectiva das parcerias estratégicas;

Ameaça de produtos substitutos — observa a presença de produtos e/ou serviços que oferecem as mesmas funcionalidades ou que se aproximam dos diferenciais do negócio, o que sempre demanda um acompanhamento rigoroso

Ameaça de entrada de novos concorrentes — compreende até que ponto a abertura do segmento de atuação à entrada de novos concorrentes pode ser prejudicial;

Poder de negociação dos clientes — analisa o grau de poder dos consumidores em relação ao produto e/ou serviço e à marca, de acordo com seu comportamento e tomada de decisão.

BSC

O Balanced Scorecard (BSC) é, diferentemente dos outros instrumentos, um meio de desdobrar os objetivos estratégicos de uma empresa em indicadores focados na causa e no efeito das ações tomadas. É também uma estrutura baseada em quatro fatores, embora eles tenham uma relação diferente entre si – já que se baseiam em processos paralelos, mas dependentes. Eles são:

Aprendizado e Crescimento – os objetivos de crescimento e retenção de talentos são traçados a partir da quantidade de planos de desenvolvimento executados, de colaboradores engajados e da taxa de turnover, entre outros indicadores. Essa perspectiva suporta a fase seguinte, de processos, porque eles precisam ser executados pelas pessoas envolvidas neste fator;

Processos Internos – uma melhor comunicação e alinhamento entre as áreas norteia um crescimento qualitativo na operação como um todo, porque é por meio desses elementos que os gargalos e pontos positivos são mapeados;

Clientes – os objetivos relacionados ao mercado, tanto de expansão quanto de diversificação, dependem de processos internos eficientes e de pessoas engajadas. Ou seja: o que chega ao consumidor já é resultado de dois processos importantes anteriores. Nesta etapa do planejamento, as empresas devem traçar metas sobre suas vendas e, principalmente, suas narrativas;

Financeira – para ter uma boa saúde de caixa, uma empresa depende de todos os processos anteriores em boa operação. É só a partir dessa constatação que se pode olhar adiante em busca de melhores resultados financeiros, como redução de custos e melhora de receitas.

SMART

Por fim, uma metodologia que se baseia na implementação de metas traçadas no planejamento estratégico é a SMART. É um processo de gerenciamento que ajuda os negócios, principalmente, a manter os objetivos ao longo do período do plano. Em outras palavras, ele envolve a elaboração de objetivos para os colaboradores, as áreas e as táticas, visando tanto aos possíveis benefícios como a acabar com gargalos ou entraves. A sigla SMART, apesar de ser o termo em inglês para “inteligência”, é a composição de vários critérios para atingir as metas:

Specific (específica) – o máximo possível de informações para o entendimento de todos os envolvidos no planejamento;

Mensurável – a necessidade de que as metas sejam mensuráveis de alguma forma, o que estimula a criação de objetivos quantitativos;

Atingível – a importância de metas serem realistas, condizendo com o cenário interno e externo da empresa;

Relevante – quanto mais relevante o objetivo do negócio, mais ações e atividades são possíveis, o que facilitam a conquista dos resultados esperados;

Temporal – As metas precisam ter prazos, com o cuidado de não ficarem ultrapassadas dentro da empresa, mas também no mercado como um todo.

Comece Agora seu planejamento estratégico

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