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60 empresas participam de Workshop sobre Lei Geral de Proteção de Dados

Profissionais de 60 empresas de diferentes segmentos de Cascavel e região marcaram presença no Workshop LGPD e os impactos na gestão das empresas. Além de colaboradores das áreas de recursos humanos, financeiro TI, comercial, jurídico e marketing, também participaram do evento autônomos e profissionais liberais. 

O evento tratou da Lei Geral de Proteção de Dados, os principais aspectos da legislação e apresentou um passo a passo para que as empresas comecem a adequar seus processos internos em preparação a essa nova lei, que entra em vigor em agosto de 2020.

Dados pessoais de colaboradores

O supervisor trabalhista da Funcional Consultoria, Fábio Carvalho foi quem conduziu o Workshop LGPD. Contador, referência sobre o eSocial na região e palestrante, Fábio também esclareceu as principais necessidades dos profissionais de recursos humanos ou departamento pessoal para preservar dados dos colaboradores nas empresas. 

“Além do RH, todos os profissionais planejadores e decisores corporativos precisam conhecer a legislação com profundidade, definir os responsáveis e mapear quais informações pessoais são coletadas, armazenadas e processadas”, explicou. 

Segundo Fábio Carvalho, a hora de começar a trabalhar na LGPD é agora. “Esses profissionais terão que criar seus projetos e planos de trabalho e, o principal, montar os relatórios de impacto à proteção de dados pessoais para colocarem em prática a autofiscalização”, enfatizou.

 

Evite multas previstas na LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados já foi prorrogada uma vez. A nova legislação brasileira segue uma tendência mundial, uma vez que visa proteger o cidadão de ter seus dados roubados, compartilhados ou utilizados para finalidades que não tenha conhecimento. 

As empresas que não se adequarem e não tratarem com extremo cuidado os dados de clientes, colaboradores e fornecedores poderão ser penalizadas.

A questão legal da LGPD foi aprofundada pela advogada Mônica Carvalho, sócia do escritório Sobocinski Advogados: “A Lei Geral de Proteção de Dados prevê sanções administrativas, com multas de até R$ 50 milhões de reais; responsabilidade civil, se houver a ocorrência de danos morais e há ainda a possibilidade de responder criminalmente, o que nenhum empresário quer”, esclareceu. 

Mônica reforçou a importância das empresas, independente do porte, cumprirem a legislação: “Frisamos que a Lei Geral de Proteção de Dados está batendo à porta e as empresas precisam se estruturar em busca desse compliance com a legislação. Vale ressaltar que aqueles que promoverem a adequação o quanto antes, terão vantagem competitiva comercial, já que ninguém quer estar exposto a vulnerabilidade de seus dados pessoais”. 

Proteção de dados: comece em quatro passos

A expertise nas áreas de infraestrutura de Tecnologia da Informação e Software House foi compartilhada por Eduardo Arend, consultor comercial na Atua Sistemas. "Apresentamos quatro pilares com viés técnico: a informação, o armazenamento, o acesso ao sistema e a informação e a infraestrutura, detalhados da seguinte maneira: 

  1. A informação é o conjunto de dados que inserimos através de sistemas, inclusive os dados pessoais, tema foco da LGPD, onde devemos deixar registrado, através de processos definidos, qual a finalidade em tratar e armazenar tais informações;

  2. O armazenamento da informação é realizado em um banco de dados ou planilhas específicas de maneira segura e simultânea por vários usuários ao mesmo tempo. A qualidade de um banco de dados garante que a informação registrada esteja lá para ser consultada e extraída em forma de relatórios, em sua forma original de registro. A cópia de um banco de dados é o que chamamos de backup. Sugerimos que este backup seja feito, no mínimo, uma vez ao dia e esteja armazenado fora do ambiente de produção, em outro servidor ou em nuvem e que essa cópia seja criptografada;

  3. O acesso se dá por sistemas, pelos usuários com níveis de permissões e senhas “forte” (números, letras e caractere especial) e renovação depois de 90 dias.

  4. A infraestrutura de Tecnologia e Comunicação da empresa irá prover os servidores e a interligação de tudo isso através de redes de comunicação. No mínimo, uma empresa deve ter em sua infraestrutura de segurança um software de antivírus e um equipamento chamado firewall, que tem o objetivo de gerenciar os acessos à internet nos dois sentidos. A TI deve garantir que todo esse processo seja transparente, seguro e com agilidade.

“A Funcional Consultoria está de parabéns pela iniciativa de promover um evento com este tema e que reunisse diversos ramos de empresas e seus profissionais. Para a Atua foi uma honra ser convidada e participar do debate”, avalia Eduardo Arend sobre o evento.

 

 

 

 

 

 

 

Como proteger os dados nas empresas?

A adequação das rotinas das empresas à LGPD envolve pessoas, processos e tecnologia. Esses três importantes pilares na gestão de empresas foram abordados no Workshop pelo supervisor contábil e tributário da Funcional Consultoria, Adriano Basso. 

“A LGPD tem um alcance maior do que se possa imaginar nas empresas. Quando olhamos para seu cotidiano, observamos várias formas de coleta de dados pessoais: nas portarias, nos contatos de fornecedores, clientes, prestadores de serviços autônomos, colaboradores da empresa, colaboradores de terceirizados entre tantos outros”, explicou Adriano.

Segundo ele, a neo legislação nos obriga a tratar os dados pessoais armazenando, controlando, disponibilizando, eliminando, exportando e assim por diante. Na expectativa de seu vigor em 08/2020, as empresas se perguntam: como faremos nossa adequação à Lei?

Para ajudar nessa solução, Adriano Basso reforçou os três passos básicos que os gestores devem observar. Veja:

  1. Estudar a legislação, torná-la de conhecimento de todas as pessoas na empresa, pontuar quais são as exigências que a Lei Geral de Proteção de Dados dispõe, mapear todos os dados pessoais coletados e nomear o encarregado que fará a gestão destes dados;

  2. Fazer um projeto com todos os processos necessários para atender a legislação;

  3. Otimizar os novos processos através de ferramentas de tecnologia, garantindo rapidez, transparência e principalmente segurança no tratamento dos dados pessoais.

“O momento para começar é agora!” 

 
Isabela de Oliveira, analista de comunicação | Fotos: Adílio Santana, analista de marketing | Funcional Consultoria

 

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