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4 fatores importantes para a redução da carga tributária no distribuidor e atacadista

O setor de atacado e distribuição é um dos que mais sofrem com a constante alteração da legislação tributária no Brasil. São em média 47 alterações diárias, além de uma série de combinações que somam milhares de possibilidades de cálculos.

Não é nada fácil atuar nesse segmento com foco nas melhores estratégias de compra e venda de mercadorias. É preciso ainda encurtar a distância com o cliente na entrega e manter-se atualizado sobre todas as questões tributárias.

A grande questão é: como saber se está pagando corretamente os impostos?

Pensando nisso, elencamos os quatro fatores básicos que o empresário deve ter em mente no dia a dia para evitar pagar impostos da forma incorreta ou até mesmo criar um passivo tributário indesejável.

Enquadramento correto dos produtos

A Classificação Fiscal da Mercadoria (NCM) é de extrema importância para o cálculo correto do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), benefícios relacionados ao ICMS, produtos sujeitos à substituição tributária, importação de mercadorias para o cálculo do imposto de importação e na exportação de mercadorias.

Existe outro fator que mais chama atenção: as constantes alterações de tributação, que ocorrem devido a necessidades específicas de cada indústria ou do governo, visando ceder algum benefício ou regular determinado item.

Manter o cadastro de produtos atualizado é muito importante, pois reduz a possibilidade de erros. Existem formas automatizadas de se fazer isso, evitando ter que empregar mão de obra especificamente para cuidar apenas dessa tarefa.

Aproveitamento de benefícios tributários disponíveis

Aliado ao cadastro atualizado dos produtos, é imprescindível acompanhar as alterações tributárias e aproveitar os benefícios que são concedidos dentro das legislações ou até mesmo com operações que permitam gerar competitividade.

Hoje, tramitam no Congresso Nacional 36 projetos de lei que podem afetar a vida do distribuidor atacadista. Já existem benefícios concedidos por alguns estados que não são aproveitados por boa parte das empresas do segmento.

Alguns benefícios chegam a reduzir em até 40% a carga tributária para o distribuidor atacadista e podem ser fator decisivo nos planos de expansão da empresa.

Planejamento tributário a médio e longo prazo

A cada ano o empresário é obrigado a se reinventar e planejar suas estratégias, observando necessidades de um mercado que está passando por evoluções muito rápidas, afinal, nenhum empreendedor quer ver seu negócio estagnado.

Não existe uma receita pronta que possa ser aplicada a todas as empresas. Algumas soluções dependem do nível de amadurecimento que a organização se encontra para serem aplicadas. E isso não tem a ver com o tamanho da empresa, mas sim com a cultura de gestão.

Vou citar um exemplo comum: empresas que estão enquadradas no regime tributário do Lucro Real Trimestral tem maiores benefícios com a apuração Anual (Balancete de Suspensão ou Redução do Imposto), porém não conseguem aplicar na prática por falta de estrutura ou processos de rotina.

Apuração correta das despesas

Enquadrar cada despesa no em seu centro de custos correto parece uma tarefa relativamente simples, mas vai impactar em toda análise de custos e bases para apuração de impostos. O que ocorre com frequência é colocar um colaborador não especializado para lançar as notas fiscais de entrada ou as despesas, considerando que essa não seria uma tarefa importante.

É um dos pontos cruciais do processo de gestão, pois com base nesses lançamentos é que é feita a apuração correta dos impostos e a análise de lucro ou prejuízo da empresa e, posteriormente, serve para balizar as decisões estratégicas.

Quer aplicar as melhores estratégias na sua empresa? Fale com um especialista da Funcional Consultoria.

Márcio Folle, coordenador de contas na Funcional Consultoria